Convidados

ABBI PATRIX

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Abbi Patrix é um contador de histórias de herança  francesa e Norueguesa que conta há décadas em França e no exterior. Abbi tem ampla experiência multidisciplinar no teatro, na música e no movimento e a sua paixão por essas disciplinas levou-o a  fundar a “Compagnie du Cercle” em 1980 - o  primeiro coletivo de contadores de histórias. Dirigiu a “Maison du Conte”  e fundou “ Le Labo“ - um espaço de pesquisa coletiva e multidisciplinar para improvisação e performance. É membro fundador da FEST, a Federation for European Storytelling. Os contos, as lendas, os mitos, as anedotas e memórias íntimas preenchem páginas de seu diário de viagem dia após dia. Abbi Patrix oferece simplesmente para compartilhar seu amor por essas histórias. Para nos levar para um mundo de sonho improvável, para uma realidade impossível. Atravessar o planeta por meio de histórias. Equilibrado entre o material escrito e a improvisação oral, Abbi Patrix desenrola suas histórias, dando-lhes um novo contexto a cada vez, sempre no momento ao vivo, sempre interagindo com o público, trazendo a rica diversidade de seu repertório aos nossos ouvidos.

 

Os contos de fadas noruegueses, os mitos africanos, a fantasia chinesa e a sabedoria indiana abrem uma consciência da diversidade do mundo, a sua complexidade, o seu desejo de histórias para compreender e surpreender.

ADUFE & ALGUIDAR

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Nove vozes dão corpo a um projecto de canto e percussão que atravessa simbologias e tradições com ritmos de adufe e outros instrumentos, onde experimentar é sempre um convite. 

Temos no adufe o nosso meio de viagem, qual roda quadrada, que ajudado por outros companheiros sonoros nos leva até onde estivermos dispostos a ir. Temos no alguidar - peça que serve habitualmente para lavar ou amassar - a metáfora da reactivação, reinvenção e mistura de sonoridades. 

Casulo Instrumentos

Nasce da vontade de reanimar a aprendizagem de instrumentos populares portugueses e do património musical português a partir da infância. Dá importância às suas raízes e à ligação com as gerações anteriores, que surgem como ponto de partida para uma exploração orientada ou livre. 

Adapta instrumentos musicais para o nível de desenvolvimento da motricidade fina e coordenação motora das crianças, facilitando o seu acesso directo a algo que cada vez mais é considerado memória colectiva.

Na oficina de construção de adufes, Adufe & Alguidar e Casulo Instrumentos dão a conhecer e experimentar o adufe, através da sua construção a partir da reciclagem de materiais. Desafiam também os participantes a aprender como se toca, partilhando técnicas e conhecimentos base para acompanhar algumas modas tradicionais. Todo o material está incluído.

ANA CRISTINA SILVA

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Ana Cristina Silva (n.1964) é uma romancista e investigadora na área da Aprendizagem da leitura no ISPA. É docente nesta instituição desde 1992 e o seu primeiro romance publicado, Mariana Todas as Cartas, data de 2002.  É autora de 14 romances, dois dos quais foram premiados, O Rei do Monte Brasil com o prémio Urbano Tavares Rodrigues e A noite não é Eterna com o Prémio Fernando Namora. Os romances As Cartas Vermelhas e A Segunda Morte de Anna Karénina foram nomeados para o mesmo prémio e o primeiro foi também referenciado como livro do ano pelo jornal Expresso. Publicou ainda diversos contos em coletâneas. Os seus romances caracterizaram-se pela densidade psicológica das personagens, sendo considerada pela crítica como uma das mais dotadas autoras do romance psicológico em Portugal. 

ANA LAGE

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Ilustradora de interiores e escultora de palavras... 

Nascida em 1966, corre-lhe o Minho nas veias. Depois de andar pelo universo das artes visuais, inicia-se na narração oral em 2006, integra a bolsa de Contadores da Biblioteca de Oeiras. Em 2009 faz uma pós-graduação em Livro infantil na Universidade Católica. Criadora e mentora de projectos de promoção de leitura apoiados pela Fundação Calouste Gulbenkian, colaborou com a Fundação do Gil e trabalhou com jovens em risco num centro educativo integrada na equipa do “Projecto Mala” do Chapitô. Colaborou na criação e participou como atriz no programa de teatro radiofónico “Folhetim da Mariana” na Antena 1. 

Desde que se iniciou neste percurso tem vindo a participar em Festivais de Narração em Portugal e no estrangeiro. O seu repertório baseia-se no conto tradicional e em histórias de vida que são aromatizadas de cantigas e outros elementos de raiz etnográfica. Recolhe contos e cantigas no Minho e no interior do país. 

ANDANTE

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A Andante - Associação Artística somos a Cristina e o Fernando, uma actriz e um sonoplasta, temos em comum o prazer da leitura e continuamos a querer mudar o mundo. Adoramos o som do manjericão, o cheiro das abelhas e o sabor dos livros. Gostamos do riso das crianças e de gente desaparafusada. Há mais de 20 anos que andamos com a casa às costas batendo a todas as portas onde há livros e entrando à socapa onde não os há. 

 

Espectáculo À MARGEM, dE umA cErtA mAnEira – o canto do exílio  

 

O título do álbum de José Mário Branco, Margem de certa maneira, de 1973, editado pelo autor em França, nesse tempo de exílio, serviu-nos de mote para este espectáculo. Durante 45 minutos, percorreremos os poemas, as canções que falam desse exílio que sofreram os que lutaram contra o fascismo ou que simplesmente se opuseram à guerra colonial. As palavras que o retratam, que o gritam, que o relembram. No entanto, a importância da valorização da memória desses dias não deverá, a nosso ver, cair nunca na nostalgia. Que esses lamentos, que esses cantos, que esses gritos, até que essas saudades nos sirvam para compreender melhor o que foram esses tempos. E que essa compreensão nos ajude a olhar para a frente mais apetrechados, melhor preparados, porque há muitos exílios. Quem é que nunca se sentiu à margem, de certa maneira?

ÂNGELO TORRES

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Nasceu na Guiné Equatorial e desenvolve a sua actividade na televisão, no teatro, no cinema e também nos contos.

Sobre si diz:

– ”Vivi a minha vida aos bocados entre Guiné, Espanha, São Tomé e Portugal. Entro nas histórias à procura de retalhos de mim próprio porque os contos populares representam o encontro com uma parte do passado, com a única certeza que me acompanhou no ping pong que foi aquele período a que chamamos infância. Hoje quase tenho a certeza de que é possível caçar tigres nos rios da Guiné, montar elefantes nos vales de Espanha, construir foguetões em São Tomé e fazer uma criança voar em Cuba. Desde 1994 que tento buscar achas que se foram queimando na fogueira da minha memória”.

ANTÓNIO FONTINHA

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António Fontinha, nasceu em 1966 e viveu em Angola até 1974.

Encontrou a sua vocação de contador de histórias em 1992, no âmbito da intervenção do Chapitô junto de jovens em risco de exclusão (Centros Educativos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais).

Pioneiro do movimento de narração oral em Portugal, vive exclusivamente desta atividade desde 1995, tendo atuado em múltiplos contextos e dinamizado milhares de sessões de contos para públicos diversificados. A base do seu repertório são temas da tradição oral portuguesa que, paralelamente à atividade de narrador, tem vindo a investigar por todo o país em várias campanhas de recolha de contos tradicionais.

BALADA DAS VINTE MENINAS FRIORENTAS

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Este espetáculo é um poema feito canção em redor do universo das Andorinhas. 

Dos seus voos, dos seus ninhos e ovinhos. Uma história de gerações e migrações envolta em vento, movimento, surpresa e sensações. Acompanhada pela delicadeza do piano, pelo som de objetos inesperados e pela força das percussões. Inventada a partir do poema com o mesmo nome de Matilde Rosa Araújo e da partitura para o mesmo poema de Fernando Lopes Graça. 

FICHA ARTÍSTICA:

Direção e interpretação VOZ : Margarida Mestre

Composição musical, espaço sonoro e interpretação PIANO: Rui Ferreira 

Desenhos projetados sobre cena: Marta Rego 

Manipulação de slides ao vivo e Adufe: Sofia Adriana Portugal

Apoios: Polo Cultural das Gaivotas, C. M. Lisboa. Um convite da Fábrica das Artes para os Dias da Música do CCB - 2017

BAQUE DO TEJO

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Fundado em Julho de 2015, o grupo Baque do Tejo navega pela cultura percussiva de origem afro-brasileira inspirados pelo Maracatu, ritmo que surge a partir da mistura musical das culturas portuguesas, indígenas e africanas.

O Baque do Tejo com sua orquestra de tambores, caixas, agbês, mineiros, gongues e patangomes para além de apreciar e representar a cultura percussiva afro-brasileira é, sobretudo, uma via de inclusão social e partilha.   

BRU JUNÇA

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Foi em Évora que acordei para Vir ao Mundo. 

Terra onde finquei raízes e colhi o fruto, ora amargo ora doce, do tamanho das vontades que ousei plantar. 

É Baralhando Histórias, voltando a ouvir e a contar que (me) vou contando. Na minha bagagem carrego livros, muitos livros, guardo canto que me é chão e um Farol só Meu.

Com o Tempo descobri que Para Sempre é mesmo muito tempo e que, mais cedo ou mais tarde, o Tranglomanglo virá bater-me à porta. Feito à Mão trago livros de pano, partindo do património da tradição oral. 

CATARINA SOBRAL

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Nascida em Portugal em 1985, Catarina Sobral escreve e ilustra livros para crianças e cinema de animação. Fez a sua formação superior em Design e concluiu em 2012 o mestrado em Ilustração. Colabora regularmente como ilustradora para a imprensa periódica, discos e cartazes e assina treze livros infantis, já publicados em dezasseis línguas. Tem participado em várias exposições nacionais e internacionais e o seu trabalho já foi premiado pela Feira do Livro Infantil de Bolonha, Prémio Nacional de Ilustração, Sociedade Portuguesa de Autores e distinguido por publicações como o catálogo White Ravens e a revista 3x3.

 

Partícula, largada, fugida!

És uma partícula na explosão do Big Bang. Enquanto viajas pelo Universo para encontrares todas as partículas que farão de ti um ser humano, cruzas-te com meteoritos, buracos negros e dinossauros! Há vários desafios que tens de enfrentar, e quase todos implicam um lápis mal afiado, papel e muita imaginação. 

CLARA BEVILAQUA e GUILHERME CALEGARI

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O olhar distraído deixa-se perder num pé, numa dobrinha entre a perna e o tornozelo, no chão e suas texturas. Nasce uma dança, uma mão toca a outra, a voz balbucia um som e espanto-me com aquilo que sai da minha boca boca. Talvez, sejam garatujas sonoras. Depois de muitos sons nasce uma palavra, mas de tão tímida, esconde-se outra vez dentro do próprio corpo. Outros sons aparecem e lá está: a palavra retorna na ponta da língua, cheia de novos contornos… Nasce uma música.

 

São dez pequeninas dobras, dez poemas em som e movimento que convidam as pessoas de 0 a 3 anos, suas famílias e amigos, num mergulho por dentro do próprio corpo. A palavra pode nascer do gesto que nasce de uma dobra. Na medida em que o corpo se desdobra, a palavra transforma-se em música, em poemas, em movimento. Em “10 dobras” - um espetáculo-oficina para bebés e famílias - os artistas-educadores Clara Bevilaqua e Gui Calegari convidam as famílias a embarcar nesta descoberta, experimentar no corpo as atmosferas das palavras que se transformam em música, das dobras do corpo que encontram a dança.

EVÉLIO CABREJO PARRA

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Evélio Cabrejo Parra é licenciado em filologia e idiomas pela Universidade Nacional de Bogotá. Doutor em linguística; conta com um master em filosofia e outro em psicologia cognoscitiva, para além de de um DESS em psicologia clínica pela Universidade de Sorbonne Paris. Tem lecionado todas estas áreas em inúmeras universidades. Atualmente é vice-presidente da Associação Ações Culturais contra as Exclusões e Segregações, cujo objectivo é melhorar as condições de aquisição da escrita e da leitura graças à descoberta da linguagem escrita desde a primeira infância. É co fundador do Observatório Ibero-Americano de Cultura e Educação para a Primeira Infância do CERLAC.

 

"O nascer da palavra” serve de mote para uma conversa sobre tornar inteligível a atividade mental de um bebê que possibilite a apropriação da linguagem oral , de como a fala do quotidiano e a literatura de tradição oral e escrita participam desse processo, possibilitando a construção do mundo externo, o mundo social e a estruturação do que meninas e meninos vivem no próprio mundo interno. A mediação estará a cargo da perguntadora Tâmara Bezerra. Dirige-se a todos os que cuidam da palavra e da infância. 

EXECUTIVO DO PANDEIRO

Executivo do pandeiro

Sami Tarik… arranjador, instrumentista, cantautor. Sami Tarik exprime seu cântico poético e manifesta suas raízes brasileiras através do som do pandeiro. Reaproveitando materiais como cilindros de máquina de lavar, escadas metálicas, chaves e outros recursos sonoros, ele nos propõe uma nova forma de enxergar e ouvir os elementos do cotidiano.

FÁBIO SUPÉRBI

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É marionetista e narrador de histórias. Trabalha com contos tradicionais, memória e literatura. Nesses anos de trajetória visitou diversos espaços com suas marionetas, seus contos e “causos”, seu pandeiro e seu trombone. Em Portugal participou de encontros e festivais como o “Folio”, em Óbidos e o “Livros e Liberdade”, na Biblioteca de Amadora. E esteve também no Festival “Ondas de Contos”, na praia de Paço D ́arcos e no “Encontro Internacional de Contadores de Histórias”, em Leiria.

Possui título de mestre pelo Instituto de Artes da UNESP - Universidade Estadual Paulista (Brasil), com enfoque no Teatro para a infância e juventude. É licenciado pela mesma instituição, na área das Artes Cênicas. É brasileiro das Minas Gerais, adora pão de queijo com goiabada e cruzou o mar para ouvir e contar histórias.

FERNANDO GUERREIRO e PILAR PUYANA

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Fernando Guerreiro

Contador de histórias. Antes de se dedicar à narração oral e à mediação de leitura, trabalhou em teatro, onde recebeu ensinamentos preciosos que lhe incutiram a técnica, ética e a estética necessárias para a apresentação e entrega de narrativas a todos os que disponibilizam o seu tempo e os seus ouvidos para escutarem histórias. A sua área de atuação é focada na microficção e micronarrativas, através de espetáculos de narração e oficinas de escrita.

Pilar Puyana

Animadora de areia. Artista visual com formação em design e ilustração. Tem vários livros publicados na área da literatura infantil, literatura de cordel, histórias de terror e micro contos.

Estreou-se como animadora de areia no espetáculo O Último Inverno, cujo texto é de sua autoria. Em setembro de 2020, estreou, em conjunto com Fernando Guerreiro e a Banda Filarmónica de São Brás de Alportel, o espetáculo O Homem do Fogo. Em 2021 levou à cena as Trovas na Areia, uma criação que junta o canto lírico e a música clássica à animação de areia.

FILHOS DE LUMIÈRE

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Os Filhos de Lumière são uma Associação Cultural fundada em 2000, por um grupo de cineastas, que se dedica ao desenvolvimento de programas de sensibilização ao cinema e educação do olhar, dirigidos em particular a crianças e jovens, mas também a adultos.  A associação tem vindo a desenvolver através de projectos comuns, parcerias nacionais e internacionais, o que a tem levado a implantar, a explorar e a reflectir sobre metodologias e formas pedagógicas, adaptáveis aos diferentes grupos a quem se dirige, em sintonia com os seus parceiros: O projecto O Mundo à Nossa Volta  (que integra o programa internacional Cinema Cem Anos de Juventude e O Primeiro Olhar) e os programas europeus CinEd ( actualmente liderado a nível Europeu pela Cinemateca Portuguesa) e Shortcut, estruturam um programa vasto que inclui oficinas de sensibilização ao cinema através do ver e do fazer, projeções-conversa com convidados, criação de recursos pedagógicos, formação de professores, de mediadores culturais, criação de recursos pedagógicos, uma colecção de filmes, uma metodologia singular, uma plataforma interactiva etc.

GDM

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Nascido em Goiás, interior do Brasil, o rapper e cantor Wellington Goiano, aka GDM, tem a música em sua vida desde a infância. Porém, foi em Portugal, em 2019, que o Hip Hop mudou sua vida. Habilidoso no freestyle – arte de improvisar rimas - o rapper fez desta o seu trabalho diário, no comboio, e busca no contato com a diversidade de culturas e etnias que por lá passam, a inspiração para suas canções. GDM expressa na rima sua visão de um mundo simples, onde o amor é a chave para a paz interior.

 

Em parceria com a Griot Lab, GDM lançou seus três primeiros singles. “Vencedor do concurso de bandas, Novos Valores”, foi o primeiro artista, proveniente do certame, a se apresentar no palco 25 de Abril, na Festa do Avante 2021. Acompanhado do DJ Lord Ícaro, o rapper trouxe um concerto cheio de energia, emoções e descobertas, deixando o sentimento de que “para o ano tem mais”. Para o mês de outubro está previsto o lançamento de sua nova música, “A vida é o agora”. Uma das canções mais empolgantes dos concertos, e requisitada pelo crescente público que o está a acompanhar, o próximo single de GDM em breve estará disponível nas principais plataformas digitais. Ainda para este ano o artista prepara algumas novidades, e segue firme no seu caminhar para, em 2022, lançar seu primeiro EP.

GONÇALO FILIPE DE SOUSA

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Músico e compositor que elegeu como veículo de sua expressão musical, um

instrumento que hoje em dia rareia, a harmónica cromática.

Participou em diversos festivais e nos principais palcos da cena do jazz em

Portugal, assim como em álbuns que vão desde o jazz, ao fado, à música cabo

verdiana, ao pop ou worldmusic.

 

Iniciou os estudos musicais no Centro Musical de Cascais estudando guitarra

clássica e formação musical. Entre 2002-2007 frequentou a Escola de Jazz Luís

Villas-Boas Hot Clube de Portugal onde estudou guitarra e piano jazz, e em paralelo

guitarra portuguesa na Escola do Museu do Fado. Em 2018 licenciou-se em Música -

variante jazz pela Escola Superior de Música de Lisboa, sendo a harmónica o

instrumento principal. No próximo ano lectivo inicia o mestrado em Ensino da Música

também na Escola Superior de Música de Lisboa. Nos últimos três anos gravou dois discos como líder, em 2019 com o seu quinteto de jazz - Gonçalo Sousa Quinteto "Nova Construção" - (apoio Antena 2) e em 2020 com o pianista e compositor Carlos Garcia gravou o disco em duo piano e harmonica “Monks na Meia Praia”.  

HELENA ZÁLIA

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Nasceu numa madrugada de abril em Guimarães.

Cresceu no campo e crê que este contacto com a natureza lhe aguçou a curiosidade, o espírito inquieto, o deslumbramento pelo que a rodeia e sobretudo o instinto de transformar/criar coisas, ao mesmo tempo que raízes profundas a agarraram às imagens, ao desenho, às cores, aos livros e ao fascínio pela criação artística nos seus vários domínios.

 

O ensino de Educação Visual [Escola Superior de Educação de Leiria] e o Design de Comunicação/Produção Gráfica [Universidade de Aveiro e Universidade de Barcelona] são a sua formação académica, mas também a pintura, a gravura, a fotografia, a costura, a criação de personagens tridimensionais e a ilustração têm servido para se expressar e comunicar ao longo dos anos. Em 2016, e dando resposta à sua paixão pelo livro enquanto objecto, criou a zai-zai edições, onde desenvolve livros manufacturados e à medida da sua mão. Actualmente vive e trabalha entre Guimarães e Gafanha da Nazaré [Ílhavo].

INÊS FONSECA SANTOS

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Inês Fonseca Santos (Lisboa, 1979) é licenciada em Direito e mestre em Literatura Portuguesa Moderna Contemporânea. Deste trabalho resultou o livro “Regressar a Casa com Manuel António Pina” (Abysmo, Fevereiro de 2015). Jornalista de profissão, publicou em Abril de 2017, na colecção Retratos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, o volume “Vale a pena? Conversas com escritores”. Foi também uma das organizadoras, com Nuno Artur Silva, da “Antologia do Humor Português…” (Texto, Outubro de 2008). Estreou-se na poesia com “As Coisas” (Abysmo, Fevereiro de 2012), ao qual se seguiram os livros “A Habitação de Jonas” (Abysmo, Abril de 2013) e “Suite sem vista” (Abysmo, Janeiro de 2018). 

JOANINHA DUARTE

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Fiz-me assim… lá, num tempo em que a minha bisavó Angélica era parteira e só conhecia as letras faladas: “Conto a estória da minha terra, em cada parto que faço.” O meu avô Pina só sabia assinar o nome, mas era um contador de dizedelas. Quando chegava ao pé de um rancho de pessoal, ria-se dele próprio e fazia rir toda a gente. O meu tio avó César era “um poeta popular que acreditava em contos de fadas”, como escreveu Fernando Namora. A minha mãe Joaquina, nas suas infinitas tarefas, ainda tinha tempo para me embalar e contava-me contos cantados. O meu pai José Duarte, nas longas viagens que fazíamos, contava-me estórias até chegarmos ao destino. A Ti Tóda tinha pena de não saber cantar, mas de tudo fazia uma estória: “Era uma vez uma estória de nada, com umas mãozinhas de nada, prontas a oferecer...” Contava como uma contadora de estórias. A sua narração era compassiva e provocava uma escuta criativa. No seu regaço as palavras ancestrais pareciam sair de um santuário, de onde nada de mal nos podia acontecer.

Por tudo isto e mais uns talêgos, sou assim, uma contadora cantadeira.

JOÃO PAULO OLIVEIRA

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No início dos anos 70 do século passado comprou uma guitarra porque queria emular os músicos que o impressionavam verdadeiramente. Depois, compreendeu que tinha mesmo de aprender música e guitarra clássica se quisesse acompanhar-se com um poucochinho de mais propriedade. Não renega, no entanto, os ensinamentos decorrentes de tudo o que aprendeu a ver, anos a fio, na Cesária - violas de fado a acompanharem os cerca de 140 fados tradicionais cantados diariamente para delícia de muitos turistas e poucos conhecedores.

De há vinte anos a esta parte, um cantinho e um violão chegam-lhe para ser feliz e interpretar à sua maneira os seus ídolos musicais da música popular portuguesa, brasileira e sul-americana. Tem participado em vários projectos musicais que lhe têm dado muito prazer e poucos aborrecimentos. Gosta de passar a palavra...

JOÃO VAZ DE CARVALHO

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João Vaz de Carvalho é um pintor e ilustrador que já participou em dezenas de exposições, individuais e coletivas, e em diversas feiras de arte contemporânea. Simultaneamente, na qualidade de ilustrador, colaborou com muitos títulos da imprensa portuguesa e ilustrou dezenas de livros, com títulos publicados em Portugal, Espanha, França, Itália, Suíça, Inglaterra, Brasil, China e Coreia do Sul. Realizou projetos em áreas distintas, que vão desde a cerâmica ao desenho de marionetas para teatro. É desde a primeira edição o ilustrador do Passa a Palavra.

JOSÉ FANHA

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José Fanha nasceu em Lisboa e licenciou-se em arquitetura. Poeta e declamador, participou em milhares de sessões de animação cultural, acompanhando o grupo dos chamados badaleiros, em que participavam José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais, Manuel Freire, José Jorge Letria, Carlos Alberto Moniz, Fausto, entre outros. É autor de histórias e poesia para a infância, dramaturgo e dramaturgista, autor de letras para canções e textos para rádio, guionista de televisão e cinema. Tem dirigido Oficinas de Poesia e de Escrita além de desenvolver trabalho intenso de divulgação de poesia e promoção do livro e da leitura em Bibliotecas e escolas um pouco por todo o país.

JOSÉ MECO

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Nasceu em Oeiras, a 13/05/1952. Académico-Correspondente Nacional da Academia Nacional de Belas-Artes. Historiador de artes decorativas, nomeadamente de Portugal (azulejaria, cerâmica, talha dourada, embutidos pétreos, embrechados, estuques, pintura ornamental), arte luso-brasileira e artes luso-orientais , tem no seu percurso a colaboração com o Museu da Cidade de Lisboa, de 1981 a 1995, a docência na ESAD (Escola Superior de Artes Decorativas – Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva), no IAO (Instituto de Artes e Ofícios – Universidade Autónoma de Lisboa), e no ARCO.  Participou em numerosos  cursos e congressos de história da arte, e de divulgação da arte portuguesa, em Portugal e no estrangeiro.

 

Colaborou em numerosas publicações sobre História da Arte, em especial de azulejaria, em livros, revistas e catálogos de exposições.  Concebeu inúmeras exposições e cursos na área da azulejaria e tem apoiado tecnicamente intervenções de restauro nesta área. Membro da Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, com funções de vice-presidente.      Colaborador do Projecto SOS-Azulejo/Museu da Polícia Judiciária. Medalhas de mérito cultural, grau ouro, das Câmaras Municipais de Oeiras. Lisboa e Palmela.

LUÍS CARMELO

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Luís Correia Carmelo nasceu em Lisboa em 1976, mas foi no Brasil que cresceu até 1991. É licenciado em Estudos Teatrais, Mestre em Estudos Portugueses (Representações da Morte no Conto Tradicional Português, Colibri, 2011) e Doutor em Artes, Cultura e Comunicação, com a tese Narração Oral: uma arte performativa. Colabora com o Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve.

 

Conta histórias desde 2003, em bibliotecas, escolas, associações, teatros e festivais, em Portugal e no estrangeiro. Criou projectos como os Contapetes, os Contapetes Bebés, a Barraquinha dos Contos, as Contatinas, entre outros. Organiza encontros e conferências dedicadas à narração oral, tais como as duas edições de Narração Oral: Instrumento, Tradição e Arte, em Évora e Faro, ou Tales - Aprender com as histórias na sala de aula, em Beja.

É fundadora da associação cultural ALGURES, colectivo de criação (Lisboa, 2008) onde desenvolve projetos de mediação cultura, criação de espetáculos e programação. A ALGURES é uma estrutura financiada pela DGARTES e apoiada pelo município de Montemor-o-Novo.

LUZIA DO ROSÁRIO

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Nasceu em África mas foi o Alentejo que a viu crescer. É filha de mãe africana e pai alentejano. Desde pequena que as histórias e os livros fazem parte da sua vida. As histórias vinham da boca do seu pai e da sua avó paterna pois, para entreter e acalmar os seis filhos da casa, usava das palavras que ora surtiam alegres, em festa, ora contavam do medo e do silêncio. O gosto pelos livros começou com a curiosidade de viver aventuras, conhecer lugares, pessoas, aprender o novo. A magia e o som das palavras ficavam acordadas por dias a ressoar dentro de si. É mediadora de leitura na Biblioteca Municipal de Beja. Como contadora de histórias gosta de levar os seus contos do mundo (tradicionais portugueses e do mundo: indianos, africanos, tibetanos, ingleses, marroquinos, russos, brasileiros) a bibliotecas, lares, escolas. Tem sido convidada para Festivais de Narração de norte a sul de Portugal. Diz que tem a sorte de trabalhar e amar aquilo que faz!

MARTHA ESCUDERO

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Nasceu na Cidade do México. Desde 1993 que vive em Barcelona dedicando-se à narração oral. O seu repertório é alimentado por mitos, contos e lendas tradicionais e por histórias e contos de autores. Narra para todos os públicos, às vezes acompanhando a narração com música e canções. Desde 2015 co-dirige e programa o ciclo "Dit i Dit", temporadas de narração oral em Barcelona (ditidit.com). É membro fundador da Associação de Narradoras e Narradores de Barcelona ANIN (www.anincat.org).

 

Foi programadora e diretora do ciclo de contos para adultos "Contes i Cuentos" do Harlem Jazz Club de Barcelona, de 1997 a 2018, 21 anos. Dirigiu as 6 edições (2007 - 2012) do "Un Río de Cuentos", Encontro Internacional de Narradores Orais nos Pirenéus. Dirigiu e foi apresentadora de um programa de rádio dedicado às histórias, aos contadores de histórias

e à arte de narrar (http://www.ivoox.com/contes-itales).Projetou e é moderadora da oficina de formação para contadores de histórias "pas a pas". Participou em diversos festivais, ciclos e maratonas de narração oral por toda a Espanha e em Portugal, França, Andorra, Brasil e México. Acredita que a narração oral é uma arte, a arte do relacionamento por meio da palavra.

MATIA LOSEGO

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Matia Losego é italiano, das Dolomiti. Vive em Lisboa há mais de uma década e tem sotaque. Encontrou os contos no projeto 'Histórias de Ida e Volta' da Biblioteca Municipal de Oeiras com a desculpa de aprender mais português e desde então não parou. Conta para pequenos e famílias em bibliotecas, livrarias e espaços públicos e para malta crescida em festivais e espaços culturais. Traz sobretudo contos de autor e histórias de vida, mas na verdade conta tudo o que o espanta. Diz que tem contos do bolso e contos da barriga.

MÁXIMO FERREIRA

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Estudou Física e Astronomia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Estudou Museologia Social na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Foi Conferencista no Planetário Gulbenkian. Foi responsável pelo Setor de Astronomia do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa. Realizou ações de formação para professores em Portugal, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Moçambique e Macau. Participou em eventos sobre Astronomia, Astrofísica e Museologia em vários países de África, da Europa e das Américas. É autor, co-autor e revisor científico de cerca de duas dezenas de livros e mais de dois mil artigos de divulgação científica, sobre Astronomia e Astrofísica. É Diretor do Centro Ciência Viva de Constância - Parque de Astronomia.

NIC & INÊS

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Nicholas Carvalho (África do Sul) e Inês Almeida (Évora) conheceram-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e cedo se apaixonaram, e se tornaram professores. Mais tarde a Inês publicou a sua tese de mestrado “O Livro de Artista: Um meio de exploração criativa” o que fez com que Nic e Inês se apaixonassem pelos livros, e por isso criaram e expuseram muitos dos seus próprios Livros de Artista experimentais. Fizeram tudo isto colaborando durante a famosa “crise” que levou a maioria dos seus colegas e amigos a abandonar Portugal em busca de oportunidades.

 

Assim que as coisas pareciam mais estáveis, eis que perderam os seus empregos no ensino, então o casal ponderou como poderiam reagir. Não tendo possibilidades para investir num espaço ou num estúdio, reorganizaram a sua sala de estar e começaram a dar workshops num formato inovador e low-cost, recorrendo a materiais reciclados, ferramentas e recursos limitados. A “Casa Nic e Inês” revolucionou inadvertidamente o mercado Lisboeta: O que começou com 3 pessoas cresceu para 60 por semana e uma atividade a tempo inteiro.

 

Promovem regularmente conversas, actuações e workshops com artistas e autores proeminentes nas áreas da música, da literatura, e da ilustração, num evento chamado Parlapiê. No ano em que iniciaram este projeto, Nic e Inês surpreenderam a cena artística de Lisboa ao casarem-se numa performance na primeira exposição conjunta que realizaram, na LX Factory. Continuam a expor com regularidade e introduzem sempre um elemento de instalação, performance, e interação com o público, o que os diferencia nesta cena.

 

Mais recentemente publicaram livros infantis ilustrados em Portugal, no Brasil e na Índia. Formaram uma editora própria "Casa Nic e Inês Edições" que conta já com três títulos incluídos no Plano Nacional de Leitura. Em 2016 deram a volta ao mundo, numa viagem que os levou a 3 continentes em busca de inspiração. Fizeram apresentações, e workshops nos EUA, Coreia do Sul, Vietname, Taiwan e Austrália. Em 2019 foram ao Japão aprender técnicas e dar workshops. Colaboram atualmente com diversas instituições, escolas, bibliotecas e livrarias.  No Museu do Oriente, dão formação em diversas técnicas orientais.

PAULA CUSATI

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As suas raízes estão no litoral alentejano. Os seus ramos continuam a crescer através das folhas dos livros que vai lendo. É, acima de tudo, leitora apaixonada e, também, mediadora de leitura, formadora e dinamizadora de projetos continuados de promoção e mediação da leitura e da escrita. O seu tronco reverdece a cada novo encontro com outros leitores. Autora do blog Pequeno Armazém de Palavras.

 

OS LIVROS DA PAULA

A Paula, da sua biblioteca fantástica, escolheu os seus livros preferidos: os que são espelho, janela, porta - Livros que são a cara da Paula. Do vosso olhar curioso, da escuta atenta nascerão perguntas, pensamentos e conversas saborosas. 

PAULO CONDESSA

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Paulo Condessa faz uma dieta com base na poesia e outras proteínas literárias. 

É maestro de palavras ditas. Faz espectáculos de poesia, a solo e em grupo. 

E poeta, e escritor, para miúdos e graúdos. 

Desenvolve acções de Team Building Criativo e Palestras Motivacionais. 

E oficinas de leitura criativa cooperativa e inteligência emocional.

Dá para os dois lados: carácter lúdico ou profissional.

Concebe ou apoia festivais de poesia, treina e prepara equipas leitoras.

Fundou vários duos poéticos: O COPO (com o poeta Nuno Moura), Os Peixes Gémeos (com o músico Afonso Azevedo) e  Dois Líricos (com o guitarrista Sérgio Correia).  

Publicou 7 livros e 2 peças de teatro.

PROJETO CULTURAL RODA LIVRO

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O Projeto Cultural Roda Livro Itinerante tem como conceito ir ao encontro do leitor nos mais variados espaços com sua proposta em divulgar e levar o conhecimento ao maior número de pessoas, estimulando a solidariedade e a partilha de um dos maiores patrimônios da humanidade: a literatura e o conhecimento. 

O Projeto Roda Livro Itinerante tem a vertente de comercialização de livros novos e usados para sua sustentabilidade, a vertente social com a troca de livros (deixe um e leve outro), recebe doação de livros que posteriormente serão revertidos para instituições sem fins lucrativos, e oferece a prestação de serviços através do triciclo e mão de obra.

"Cultura é o que nos move."

RACHEL CAIANO

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Rachel Caiano é  artista plástica e ilustradora, tem formação em artes do palco e tem vindo a desenvolver projetos nas áreas da pintura, cenografia e ilustração. O seu livro “Umas Coisas Nascem Outras”, com texto de João Pedro Mésseder, foi vencedor do Prémio Autores da SPA 2016. O seu Pequeno Livro das Coisas, também com texto de João Pedro Mésseder, recebeu o Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2014 e foi finalista do Prémio Jovens Criadores 2007. Ilustrou mais de 30 livros em parceria com muitos  autores e publicado em diversos países, entre eles, França, Itália e Argentina. Muitos dos seus livros fazem parte das listas do Plano Nacional de Leitura. Promove workshops e masterclasses de ilustração e educação pela arte em escolas e bibliotecas. 

 

Vamos à caça de personagens?

Vamos à caça de mil e uma personagens?  Em casa, no jardim, dentro dos bolsos, debaixo das mesas... Vamos recortar, riscar e fotografar! Vamos fazer ilustrações com objectos e materiais lá de casa: objectos de cozinha, ferramentas, alimentos, fios, carretos, chaves, ferramentas, pregos, afias, folhas secas, feijão, esparguete, revistas, botões, tudo e mais alguma coisa. Tudo conta. As ilustrações são efémeras e têm que ser registadas com uma fotografia.

RINI LUYKS

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Rini Luyks, acordeonista holandês, residente em Portugal desde o início dos anos ’90. Viajando pela Europa adquiriu um vasto repertório de música tradicional e popular de vários países. Em Portugal, além do trabalho como acordeonista a solo:

- atuou como músico/actor em teatro e novo circo (Chapitô, O Bando, Artistas Unidos, TNDM II, Teatro Aberto, Casa Conveniente, Companhia de Teatro de Almada, Teatro da Comuna); 

- fez parte de projectos de música moderna portuguesa (Ocaso Épico, Lucretia Divina, Boris ex Machina), do projecto Bigodes Band (interpretação da música de Nino Rota para filmes de Federico Fellini), do conjunto world-music Kumpania Algazarra, do Tchekhov Trio (banda sonora para a peça de teatro “O Ginjal” de Anton Tchekhov), faz parte do duo Rini & Bastolini (música tradicional europeia e melodias de sempre);

- trabalhou na Fundação do Gil no projeto “Hora da Música” para crianças hospitalizadas (2004-2011);

- trabalha a solo como músico de rua, acompanha espectáculos de contadores de estórias e marionetistas;
- desenvolve atividades como educador nas áreas do ensino da música, da língua neerlandesa e da modalidade de xadrez (treinador diplomado e Mestre Nacional de Xadrez).

RODOLFO CASTRO

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Rodolfo Castro, conhecido como "O pior contador de histórias do mundo" iniciou o seu percurso profissional em 1993 em Buenos Aires, Argentina. Morou em diversos países da América Latina. Hoje mora em Portugal. A sua proposta artística abrange públicos de todas as idades e procedências. De estilo enérgico e provocador, a sua seleção de contos procura o inesperado e a transgressão, à mistura com o humor branco e a ironia. A sua performance narrativa sustenta-se num potente trabalho de expressividade vocal e gestual,
com recurso a técnicas do canto, do teatro, do clown e do mimo.
Formador acreditado e escritor com mais de quinze títulos publicados em diversos países.
Atualmente trabalha na elaboração de um espetáculo/livro sobre os primeiros contos da história do mundo e faz parte da equipa criativa da Associação Andante na elaboração do espetáculo de poesia "Uma Odisseia".

RODORÍN

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António Lopez é professor de  formação e  marionetista de vocação. Viaja de cá para lá com as suas caixas e suas malas que lhe servem de teatro e onde se movem personagens , quase sempre  objetos encontrados em mercados ou lojas de antiguidades.    São as coisas que nos contam, as que riem, que nos olham . Por isso choramos e rimos, sempre desde nós e através delas. As coisas, quase coisas, as “quisicoisas” ( o eterno). Todos o conhecem como Rodorin, “um nome que soa como um badalo de sino , como música e otimismo desta era triste e desanimada "   

RUI ARIMATEIA

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Rui Arimateia é licenciado em Serviço Social, é Técnico Superior do Município de Évora, cuja Divisão de Cultura dirigiu entre 1998 e 2012. Atualmente coordena o Centro de Recursos da Tradição Oral e do Património Imaterial do concelho de Évora. Colaborador da revista Teoremas de Filosofia, é investigador nas áreas da História e da Etnografia locais, nomeadamente nas áreas da Religião Popular, dos Contos Tradicionais e da Literatura Oral em geral. Neste âmbito, tem inúmeros artigos publicados em periódicos como O Giraldo e Diário do Sul e em revistas como Imenso Sul ou Ibn Maruán. Da sua obra destacamos a edição pela Editora Colibri de “Brincas de carnaval de Évora" (2021). 

RUI MARQUES VELOSO

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Rui Marques Veloso é professor aposentado do ensino superior, com uma longa carreira docente, parte dela dedicada à formação de professores. Lecionou Literatura Infantil em licenciaturas, mestrados e pós-graduações; tem trabalhos publicados em Portugal e no estrangeiro.

SANDY GAJEIRO

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Sandy Gajeiro iniciou-se na rádio escolar, depois pirata e universitária (RUC - Rádio Universidade de Coimbra). Passou pela Rádio Paris-Lisboa, foi jornalista em jornais locais, integrou as equipas da Rádio Expo, TSF e TSFOnline. Publicou textos na Ícon, Pública, Combate, Quadrado e Vírus. Foi editora/redactora da Zundap -  Veículo Cultural Ilustrado. Colaborou no programa Câmara Clara da RTP 2. Foi correspondente do programa de rádio Monocle 24 da revista britânica Monocle. Integra a equipa de fundadores da Terra do Som - Mostra Internacional de Rádio. É jornalista nas redacções da Antena 1 e Antena 2 e responsável pela rubrica Lilliput (sobre livros infantis) na Antena 2. Faz parte do colectivo Estúdio Trovoada. Realiza - quando pode - oficinas de rádio para crianças e jovens.É Dj - muito amadora - nas horas vagas.

SOFIA FIGUEIREDO

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Sofia Figueiredo é formada em Tradução e Interpretação de Língua Gestual Portuguesa. Tem atuado em diversos contextos, entre os quais a narração de contos e peças de teatro para crianças, jovens e adultos surdos,  Festival da Canção e Festival Eurovisão da Canção, e na direção de narradores surdos no programa "Conta um Conto" da RTP.

SOFIA MAUL

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Nasceu na Madeira numa família com muitas nacionalidades, o seu sotaque é da ilha, para onde  regressou depois de vinte anos em Lisboa. Os seus contos são do mar e do ilhéu e do cais e dos viajantes que junto a ele chegaram. É uma contabandista!

SOPHIE HEYDEL

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Sophie Heydel nasceu em Londres, Reino Unido e formou-se em teatro pela Guildhall School of Music and Drama. Trabalhou extensivamente em teatro no Reino Unido e mudou-se depois para Barcelona para criar família. Começou como contadora em 2006 e tem contado histórias a crianças, adolescentes e adultos desde então. Sophie também deu formação a muitos professores em como usar o teatro e o contar de histórias na sala de aula, em Espanha e Bélgica.

É contadora habitual no International Storytelling Festival em Alden Biesen, Bélgica e está muito entusiasmada com a sua primeira participação no Festival Passa a Palavra.

SUSANA CECÍLIO

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Artista de variedades! Agradece à matemática a descoberta do teatro em 1997. Com ele e através dele tem feito as mais intensas descobertas artísticas e humanas. É contadora de histórias e palhaça. Acredita profundamente na potência da gargalhada colectiva e da capacidade da palavra narrada amaciar os corações.

É nos universos literários não dramáticos que encontra o seu abrigo e o ponto de partida para as aventuras artísticas que leva a cabo. É directora artística da ALGURES desde 2008 com a qual tem criado espectáculos de teatro e programado festivais de contos e clown.

TALEGUINHO: CATARINA MOURA E LUÍS PEDRO

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COSTURAR CANTIGAS E HISTÓRIAS 

 

Cantigas como pedacinhos de tecido, cosidas umas às outras como se fossem dias e noites. Ou como se fossem vidas. Uma performance artística que proporciona uma experiência de contacto com o património imaterial tradicional, permitindo a relação com a música  tradicional. Através de histórias cantadas, as crianças terão a oportunidade de escutar ao vivo, num alinhamento recheado de temas tradicionais, contado e cantados| canções, histórias, lenga-lengas, do aqui e do agora, interpretadas pelos personagens da Costureira e do Alfaiate de Canções. Pretende-se que seja uma experiência de cumplicidades, onde os sons, as palavras, os gestos, as imagens e os silêncios a todos surpreendam. 

 

Ficha Artística 

Criação e interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira  

Direção Musical: Luís Pedro Madeira 

Cenografia e adereços: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira 

Figurinos: Catarina Moura e Celeste (costureira) 

Composição e ilustrações dos vídeos: Luís Pedro Madeira 

Vídeo: Luís Pedro Madeira e Eduardo Pinto 

Técnico de luz e vídeo: Eduardo Pinto 

Produção: Taleguinho

Apoio à criação: A Escola da Noite – Teatro da Cerca de São Bernardo

TÂMARA BEZERRA

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Educadora e Artista, tem a palavra como principal matéria de seu ofício; é também Mãe, Contadora, Escutadora e Inventora de Histórias. Mestre em Educação Intercultural pela Universidade de Lisboa, é também especialista em Arte-Educação e Psicopedagogia. Há mais 25 anos dedica-se à narração oral de histórias, traçando sua trajetória e repertório sob forte influência da poética do sertão brasileiro. Professora do ensino superior, também atua como consultora educacional, formadora de educadores e de narradores orais. É membro do grupo de estudos, pesquisas e partilhas com narrativas: Costureiras de Histórias e da Rede de Contadores de Histórias do Ceará, no Brasil; e associada da Ações & Conexões Associação Cultural, em Portugal. Entre suas obras publicadas estão títulos de literatura para crianças e jovens, além de textos teóricos  sobre narração oral de histórias e mediação de leitura literária.

TEOLINDA GERSÃO

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Teolinda Gersão é autora de 19 livros (romances e contos), ganhou numerosos prémios

literários, e está publicada em 20 países. Viveu três anos na Alemanha, dois no Brasil, e passou algum tempo em Moçambique, onde decorre o romance “A Árvore das Palavras”. Foi escritora-residente na Universidade da Califórnia, Berkeley, e ganhou nos EUA o Albert Marquis Lifetime Achievement Reward em 2018. Depois de “Prantos, Amores e Outros Desvarios” e de “Atrás da Porta e Outras Histórias”, seu livro mais recente é “O Regresso de Júlia Mann a Paraty” (2021).

THOMAS BAKK

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Brasileiro de sotaque, português de coração, o seu nome é Thomas Bakk, contautor de profissão. Tem obras publicadas por algumas editoras e outras tantas editadas, por ações empreendedoras. Também peças encenadas no Brasil, África e Portugal, entre as muitas já criadas no âmbito teatral. Foi ainda guionista de TV por alguns anos, mas na carreira de artista investiu em outros planos. Atualmente trabalha como autor e narrador, e cada palavra que talha, é com alma de escultor. Conta histórias que são da sua própria autoria e utiliza a narração com linguagem de poesia.

VALTER HUGO MÃE

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Valter Hugo Mãe, o nome artístico do escritor Valter Hugo Lemos, nasce em Vila Henrique de Carvalho, Angola, em 1971. Além de escritor é editor, artista plástico, apresentador de televisão e cantor.

Passa a infância em Paços de Ferreira e em 1980 muda-se para Vila do Conde. Licencia-se em Direito e faz uma pós-graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Em 2007 atinge o reconhecimento público com a atribuição do Prémio Literário José Saramago, durante a entrega do qual o próprio José Saramago considerou o romance “O remorso de Baltazar Serapião” um verdadeiro tsunami literário: "Por vezes, tive a sensação de assistir a um novo parto da Língua portuguesa".

A sua poesia encontra-se reunida no volume publicação “Da mortalidade”. Publica a crónica Autobiografia Imaginária, no Jornal de Letras, e Cidadania Impura, na Notícias Magazine. Coordena ainda a coleção de poesia elogio da sombra. Com o seu mais recente livro “As doenças do Brasil” completa 25 anos de carreira literária e 50 anos de vida.

VÍTOR FERNANDES

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Natural do reino maravilhoso de Trás-os-Montes o monte desde criança ouvia contos que os mais velhos contavam nas ruas das aldeias ou nos serões das casas. Busca manter a força da oralidade, através de um repertório repleto de contos de amor, humor, vivacidade, astúcia e emoção, tão próprios da tradição oral portuguesa. Fez formação com vários narradores nacionais e internacionais e tem participado em vários festivais nacionais e internacionais de narração oral. Faz parte do grupo Contos na Eira. Em 2014 em parceria com a Livraria Traga Mundos em Vila Real criou o evento Traga Contos. Em 2015 integrou a equipa que realizou os eventos Sexta dos Contos e o Festival Porto de Contos. Em 2021, juntamente com Clara Haddad e Mariana Machado. criou o primeiro Clube de Histórias Motivacionais em Portugal. Juntamente com Estefânia Surreira criou o projeto Dois dos Montes.

YARA KONO

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Nasceu em São Paulo, Brasil. É ilustradora e designer gráfica. Estudou Farmácia Bioquímica na Universidade Estadual Paulista (UNESP), mas já nas aulas de Citologia os seus desenhos eram os mais populares. Durante o curso, estagiou numa agência de publicidade e a ideia de seguir outro caminho que não o farmacêutico, talvez tenha nascido aí. Estudou Design e Comunicação na Escola Panamericana de Arte e foi bolseira no Centro de Design de Yamanashi, no Japão.

Hoje vive em Portugal e desde 2004 faz parte da equipa do Planeta Tangerina. Venceu o Prémio Nacional de Ilustração em 2010 e o Prémio Bissaya Barreto em 2016. Entre as menções e seleções, destacam-se o Prémio Compostela, Nami Concours (Coreia do Sul) e Bologna Illustrators Exhibition.

Gosta de caminhar, cozinhar para os amigos e desenhar elefantes.