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Participantes

Narradores

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Não nasceu alentejana, mas foi o Alentejo que a embalou. É dele que nascem as suas memórias mais antigas, as que ceifaram o campo da alma para semear Poesia. É actriz, aprendiz e outras coisas. Filha das margens e do vento, neta de Lisboa antiga, afilhada de algum Norte e todo o Sul, cresceu com histórias, cantes e descantes. Tem imenso jeito para a metamorfose e  muita sede de raiz. Dedica-se desde 2008 à narração e investigação de contos de tradição oral, dentro e fora de Portugal, ouvindo e contando na esperança de encontrar a sua própria geografia.

ANA SOFIA PAIVA

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É contadora de estórias e formadora de contadores, desde 2014. Portuguesa mas residente em Singapura, já contou em festivais internacionais, bibliotecas, museus, parques e escolas, em Singapura, Bali e Portugal.  Conta em Inglês, Francês e Português e procura incluir palavras de outras línguas quando conta estórias provenientes de diversas culturas.

Como formadora, tem facilitado ateliers e organizado festivais para adultos e crianças, onde “desperta” contadores de estórias.

Ana descobriu nas estórias uma forma de viajar e conhecer outras culturas, outros saberes, mas também tanto em comum com quem lhe parecia tão diferente. Para Ana, contar e ouvir estórias é ativar a imaginação e empatia para melhor comunicar.

A sua formação variada em Psicologia, Treino Físico e Educação Infantil, permite-lhe selecionar e adaptar estórias para diferentes faixas etárias, incluindo adultos. Tem continuado a sua formação nomeadamente no teatro de improviso, para complementar a arte de contar estórias e de formar contadores.

ANA SOUSA GAVIN

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Encontrou a sua vocação de contador de histórias em 1992, no contexto da intervenção do Chapitô em Centros Educativos da Direção-Geral de Reinserção Social.

Pioneiro do movimento de narração oral em Portugal, vive exclusivamente desta atividade desde 1995 tendo atuado em múltiplos contextos e dinamizado milhares de sessões de contos para públicos diversificados.

A base do seu repertório são temas da tradição oral portuguesa que, paralelamente à atividade de narrador, tem vindo a investigar por todo o país em várias campanhas de recolha de contos tradicionais.

ANTÓNIO FONTINHA

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É Contador de histórias desde 2005. Formou-se em Estudos Teatrais na Universidade de Évora e no Institut del Teatre, em Barcelona. Trabalhou em inúmeras estruturas teatrais. Trabalha regularmente como contador de histórias, intervindo em diversas bibliotecas, escolas e em encontros de narração oral.

É programador e narrador anfitrião do Festival da Palavra | Festa dos Contos (Montemor-o-Novo). Colaborou com os centros de língua portuguesa do Instituto Camões (Zagreb, Sófia, Varsóvia e Buenos Aires). Já esteve em vários festivais internacionais dedicados à narração de histórias.

Foi criador dos espetáculos No fio do azeite (2019) Levantei-me do Chão (2015) Como Assim Levantados do Chão (2014), Abril em Portugal (2014), Constantin Gavrilovitch Acaba de se Matar (2013), Baquet (2012), Tio Lobo (2011) Welcome (2011), Às vezes quase me acontecem coisas boas quando me ponho a falar sozinho  (2010), e Narrativa fidedigna(2010).

É co-director artístico da ALGURES desde 2013.

CARLOS MARQUES

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Comecou a contar por casualidade e oportunidade. Continuou porque é uma atividade de amor, sentido e paixão: pela língua, pela oralidade, pela comunicação, por pensar que não se pode perder um verdadeiro tesouro de histórias e contos. E anda por aí mostrando e oferecendo este tesouro com a boca aberta e com a boca cheia, falando bencíssimo dele - que é como falar de uma das nossas possibilidades de relação e cultura mais ricas e admiráveis.

 

O seu fardo ou repertório está composto basicamente por contos, histórias e memórias ligadas à tradição oral galega e europeia, em que temos arte e parte, assentadas na cultura agrícola-ganadeira e pedestre. E com um toque contemporâneo, porque também são atuais, porque aqui estão e não são peças de museu. Também reinventa histórias e contos, como toda a gente…

CELSO SANMARTIN

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Nasceu no Rio de Janeiro mas tem as suas raízes no nordeste de Brasil e de lá vem a sua voz de contadora. Vive em Portugal desde 1992, país onde se fez psicoterapeuta e narradora oral há já uns bons anos. Partilha a vida profissional entre a clínica, a narração, a investigação e a dança, desenvolvendo inúmeras atividades no âmbito da narração oral, mediação de leitura, programação e formação, em contextos muito diversos. Participa regularmente em encontros e festivais, dentro e fora de Portugal. Traz na sua bagagem histórias de muitos lugares e tempos, contos tradicionais e de autor, cantigas, histórias de família e casos, de que gosta muito e que mistura aos contos que conta.

O seu fardo ou repertório está composto basicamente por contos, histórias e memórias ligadas à tradição oral galega e europeia, em que temos arte e parte, assentadas na cultura agrícola-ganadeira e pedestre. E com um toque contemporâneo, porque também são atuais, porque aqui estão e não são peças de museu. Também reinventa histórias e contos, como toda a gente…

CLÁUDIA FONSECA

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Cristina Taquelim (Lagos, 1964) – Mediadora de leitura . Licenciada em Psicologia Educacional. Gosta de escrever cartas  e tem o vício da metáfora. Às vezes duvida. Tem voz grave. Gosta de contar. Às vezes escreve. Ainda teme a morte. Recusa-se a viver sem estar espantada por existir.

CRISTINA TAQUELIM

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Como técnico no sector infanto-juvenil da Biblioteca Municipal de Beja, Jorge Serafim desenvolveu actividade regular na área da promoção do livro e da leitura durante cerca de treze anos. Como contador de histórias, tem percorrido o país de norte a sul, incluindo os Açores, efetuando inúmeras sessões de contos para públicos de todas as idades. Tem participado em encontros de narração oral, nomeadamente em Espanha, Argentina, Uruguai, Canadá, Estados Unidos, Cabo Verde, Macau. Como humorista, tornou-se conhecido do grande público devido à participação regular em diversos formatos televisivos, na SIC, RTP1 e na RTP2. É membro do grupo musical “ Tais Quais” e autor de vários livros: O Corvo Branco – teatro para a infância; O Amor é Solúvel na Água – teatro; A.Ventura – poesia; A Sul de Ti – poesia; Estórias do Serafim – contos; Sonhar ao Longe – infantil; A Minha Boca Parece um Deserto – infantil.

JORGE SERAFIM

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Promotor de Leitura.

Autor da Mala de Leitura,  bibliotecas itinerantes que viajam pelos países de língua portuguesa no âmbito da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Prêmio UNESCO de Leitura.

Consultor em dinamização de acervos para crianças e jovens para Bibliotecas, Universidades, Organizações não Governamentais e Organizações Internacionais como Ashoka - Innovators for the Public, UNICEF, Ministérios das Relações Exteriores do Brasil.

Participante de Feira de Livros, Festivais literários e Congressos de Literatura.

MAURÍCIO LEITE

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Actor no Bica Teatro. Gosta de ouvir e contar histórias. Gosta de Blues e tem a mania de misturar as histórias com o Blues! Ou será o contrário?

 

Karingana

Título de um livro do poeta moçambicano José Craveirinha (Prémio Camões 1991), “Karingana Wa Karingana” equivale à forma portuguesa “era uma vez” para se iniciar uma estória. Ao recuperar esta expressão para a sua obra poética, Craveirinha quis homenagear a oralidade que marca a cultura lusófona em geral. «Dramaturgicamente, criámos um espaço de intervenção em que se evoca, narra, dramatiza uma série de personagens “habitantes das diversas histórias lusófonas”… »Em Karingana Blues, que Paulo Patraquim traz a Passa a Palavra 2019, o público é constantemente convidado a participar e a interagir. Utiliza meia dúzia de adereços, uma estrutura cenográfica simples, música ao vivo e o primado do actor na sua relação com o público.

PAULO PATRAQUIM

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Rodolfo Castro, melhor conhecido como "O pior contador de histórias do mundo", é argentino residente em Portugal com mais de vinte e cinco anos de experiência de supervivência como contador de histórias. Leitor, escritor, formador creditado na área da leitura e dos contos e ultimamente ilustrador e editor. Os seus livros mais recentes "Nove histórias mal contadas","A canção dos velhos caçadores", "Contos da meia noite do mundo" e "Habitar o som...retrato falado da leitura em voz alta", abrangem a literatura infantil/juvenil, a literatura para adultos e o ensaio.

Com contador de histórias procura as vozes antigas e esquecidas ou ainda modernas e marginalizadas das mais diversas culturas, em especial aquelas que fornecem uma visão do mundo alternativa ao paradigma consumista e utilitário que domina a nossa vida atual.

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RODOLFO CASTRO

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"O meu nome é Sofia Maul e sou uma contadora de histórias bilingue a viver na Madeira. Nasci aqui nesta bela ilha e tive a sorte de crescer a ouvir as histórias que os meus quatro avós, todos de origem diferente, me contavam (inglês, alemão, sueco e californiano).

Tive uma infância cheia de caminhadas nas montanhas e mergulhos no mar, ténis e natação e observação de aves em abundância. Passei uma temporada na Universidade de Coimbra a estudar Letras (Inglês e Alemão) para me tornar tradutora e, de seguida, uma mudança de caminho para poder ajudar pessoas (depois de 2 anos como voluntária na Cruz Vermelha): mudei-me para Lisboa e tornei-me terapeuta da fala, trabalhando principalmente com crianças surdas e multilingues.

Em 2004, depois de ouvir um serão de contos, comecei um ciclo de formações com actores e contadores de histórias  profissionais na Biblioteca Municipal de Oeiras, que, em 2006, resultou na criação de uma associação cultural sem fins lucrativos: os Contabandistas - um grupo de cinco contadores de histórias todos de diferentes origens muito activos na promoção de contadores de histórias e da narração oral como forma de arte performativa contemporânea. Organizámos pela primeira vez em 2012 o Terra Incógnita - Festival Internacional de Contos de Lisboa, que vai na quarta edição e apresenta narradores convidados nacionais e internacionais para mais de mil participantes ao longo de um fim-de-semana cheio de histórias.

Em Setembro de 2016 organizei com a Associação Musical e Cultural Xarabanda o primeiro festival de narração oral da Madeira, EVA, Era uma Vez no Atlântico, integrado numa rede de festivais de narração da orla atlântica que incluem o Atlantica na Galiza, o Terra Incógnita em Lisboa, o Conto Contigo na Praia na Terceira e Rencontres de l'Imaginaire na Bretanha.

Coordeno desde Março de 2015 uma tertúlia de cantigas tradicionais semanal onde todos são bem vindos para cantarmos juntos reforçando assim o espírito de comunidade e memória partilhada que a memória colectiva e a partilha de afectos proporciona.

Conto histórias em bibliotecas, escolas, feiras de livros, castelos, bares, festivais, praças, campos de golfe, restaurantes, teatros, terraços, aeroportos, grutas e praias, por todo o país e até no exterior em festivais internacionais de storytelling na Alemanha, Irlanda, Inglaterra, Itália, Bélgica, Espanha e Polónia.

As minhas histórias vêm de perto e de longe, mas as que eu mais gosto de partilhar ​​são as que vêm da pequena ilha no meio do Atlântico, para onde voltei depois de 20 anos a viver fora, para abraçar família e amigos, para contar e recolher histórias e também para plantar dragoeiros e fotografar muito."

SOFIA MAUL

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Nasceu no Uruguai, à beira de um rio que em língua Guarani quer dizer Pássaros Pintados. Há muitos anos cruzou o Atlântico e chegou a Santiago de Compostela, Galiza.

Actriz, contadora de histórias, fotógrafa, escritora e dramaturga. Diretora do festival Internacional de Narração Oral Atlântica, sediado na Galiza. Colunista em várias publicações literárias e de teatro. Apaixonada pelo palco, há muito que anda pelo mundo contando as suas mentiras mais verdadeiras.

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SOLEDAD FELLOZA

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1979 Lisboa. Graças à matemática, desde 1998 dedica-se ao teatro. Licenciou-se em Motricidade Humana e é mestre em Estudos do Teatro (FL-UL) com a tese “Dramaturgia do Corpo” (2012). Fundou e dirigiu o Espaço Evoé, escola de teatro, dança e música de Lisboa durante 9 anos. Deu aulas de Corpo e Movimento, Corporeidade e Criação do espetáculo, no ensino artístico e superior. Na criação enquanto encenadora explora universos literários, interessa-se pelo teatro documental e pela criação a partir de objetos não dramáticos. Em 2018 estreia “O Assalto” criação baseada em romances distópicos. Em 2014 co-criou com Carlos Marques o espetáculo “Como assim levantados do chão” - Projeto RISE-UP I - de Miguel Castro Caldas e em 2015 participou no apoio à criação no projeto RISE-UP II, “Levantei-me do Chão”. Como intérprete criou “UP-Smara”, “Com amor, papel manteiga e marcador” e “Ilusa Ilusión” (com Dani Olmos). Conta regularmente histórias em festivais, bibliotecas, escolas e espaços informais. Em 2011 encenou “Na vereda de Ítaca” a partir da Odisseia, “Portugueses, escritores, várias idades” adaptação de Bernardo Santareno e em 2010 o espetáculo de teatro documental “A viagem da Viol…”. Em 2009 com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian encenou “Chuva Pasmada” de Mia Couto. Trabalhou e estudou com o LUME (SP-Br), Odin Teatret, Tadashi Endo (Butoh); O Bando; Boa Companhia (Br); Sue Morrison, Pepe Nuñes, Ricardo Puccetti, Eric de Bont, Encarna de las Heras, Maurice Willems e Piero Partigianoni e Moshe Cohen (clown); Mas Soegeng, Nuno Pino Custódio e Sofia Cabrita (máscara); Miguel Moreira, Renato Ferracini, Peter Michael Dietz, Rui M. Silva e Gonçalo Amorim.

É fundadora da associação cultural ALGURES, colectivo de criação (Lisboa, 2008) onde desenvolve projetos de mediação cultura, criação de espetáculos e programação. A ALGURES é uma estrutura financiada pela DGARTES e apoiada pelo município de Montemor-o-Novo.

SUSANA CECÍLIO

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Educadora, contadora, escutadora e inventora de histórias. Há 25 anos traça sua jornada narrando oral, sob forte influência da poética do sertão do estado brasileiro do Ceará. Integra o Grupo de Estudos, Pesquisas e Partilhas com narrativas orais: Costureiras de Histórias, no Brasil e como Associada da Ações e Conexões, em Portugal. Autora de publicações em literatura infantil e infanto-juvenil, também atua como professora universitária,  investigadora e formadora de narradores orais. Acaba de finalizar o documentário: Sete Contos à Sombra do Cajueiro, filme de caráter etnográfico, em que partilha a direção com o cineasta brasileiro Marcelo Paes de Carvalho, com lançamento em breve.

TÂMARA BEZERRA

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As Trovadoras Iinerantes são uma dupla de artistas que percorrem o mundo a contar e a ouvir histórias e canções de tradição oral de seus povos. Um projecto que chegou do Brasil em 2013, a percorrer países como Espanha, França, Holanda e que encontrou pouso fértil em terras portuguesas, onde residem atualmente. Nele, as multi-artistas, escritoras e investigadoras Josy Correia e Luciana Costa, realizam coletas etnológicas, publicações literárias, formações artísticas, sessões de contos, música e artes cénicas de modo criativo, interativo e divertido, com concertos e espectáculos para todas as idades.

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TROVADORAS ITINERANTES