Virginia Imaz Quijera
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Narradora com mais de 35 anos de experiência profissional, já contou histórias em mais de 70 Festivais de Narração Oral em 9 países. Tem estudos em Docência, Filologia Hispânica e Gestalt Terapia. Em 2017, o Instituto Basco para a Igualdade concedeu-lhe o prémio Emakunde pela sua longa carreira em cena a favor da igualdade de oportunidades. Ela também é uma palhaça profissional.

Para Virginia Imaz, contar é falar com uma voz mais velha que as pedras, resgatando a memória das pessoas que nos antecederam no ofício de viver. Narra como se estivéssemos em roda do lume, acendendo memórias até que todos os medos e todos os desejos nos queimem. "Nasci na primavera de 1962 em dois mundos: o que se chama real e o que entra pela porta das histórias. Fiz meu ninho nesse limiar da magia. Quando criança, tive a sorte de ter tantas pessoas ao meu redor que contavam histórias, que eu acreditava que narrar era uma forma de ser gente. Preciso ouvir e contar histórias como respirar. Conto profissionalmente desde 1984, histórias que ouvi, que li ou que inventei, embora todos tenham algo em comum. São histórias que me comoveram por dentro, me inspirando ou iluminando nesta aventura de viver. Contei em todos os lugares e para pessoas de todas as idades, naufrágios e sonhos. As histórias vão se lapidando ao longo das estradas, mudam e mudam-me a mim. Muitas vezes me perguntam se você pode viver da história. Só sei que não posso viver sem elas".

 

“Mitología Vasca”- Sessão de contos:

Para Virginia Imaz, contar é falar com uma voz mais velha que as pedras, resgatando a memória das pessoas que nos antecederam no ofício de viver. Narra como se estivéssemos ao lado da fogueira de casa ou ao redor da fogueira, acendendo memórias até que todos os medos queimem e todos os desejos nos queimem. Nesta ocasião ele narra histórias e lendas de sua terra, de Euskal Herria. São histórias que você ouviu ou que leu, mas todas elas passaram por sua própria respiração.


O fim das histórias - Residência de narração oral

Por que às vezes ficamos desapontados com o final de algumas das histórias que ouvimos ou lemos? O que esperamos que o final de um conto poderoso contenha? Qual seria a diferença entre um "final feliz" e um final restaurador? Qual é o legado dos contos de tradição oral a esse respeito?

Uma história é - ou pode ser - a expressão de um conflito, de uma rutura interna. Uma história que nos emociona geralmente representa uma jornada de auto realização, que começa com uma crise e termina com um reparo. 
O final pode não ser "feliz", mas como ouvinte e leitor de histórias espero que seja restaurador. E quando contamos ou escrevemos histórias para seres em construção, considero que esse aspecto é ainda mais importante para oferecer esperança de um mundo mais justo, pelo menos no imaginário. 

Um final que nos console para as desigualdades da "realidade" tem que resolver a crise que motivou a viagem ou mudou tanto o olhar do herói, da heroína que o que era originalmente uma situação de desequilíbrio, ao seu retorno, é não mais. Rever os finais das histórias é questionar toda a estrutura da história e oferecer uma forma de descolonizar o imaginário coletivo. E é que aqueles de nós que narram, podem dizer o que queremos, mas sempre jogamos no final.

 

Objetivos:

 

Conheça os diferentes tipos de finais oferecidos pela literatura oral e escrita.
Desenvolva uma visão crítica das diferentes versões possíveis da mesma história e da estrutura de uma história.
Promover um posicionamento ético e estético na (re)criação de histórias.
Divirta-se “mudar o mundo” através do pensamento metafórico. Metáfora e linguagem simbólica em histórias.

 

Conteúdo:

 

Tipos de finais.
A história como uma viagem.
A jornada heroica.
A história como uma árvore.
O conflito como motor da história.
Final feliz versus final de cura. Verdade, justiça e reparação